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Museu Mazzaropi recebe mais uma doação




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O Museu Mazzaropi recebeu como doação da família Malveiro, a carteira de trabalho do Sr. Horacio Malveiro com o registro de fiscal da PAM Filmes na década de 1960.

Mazzaropi, já com a experiência ter passado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que tinha dificuldades de distribuir seus filmes, ao criar a PAM Filmes, ele desenvolveu um sistema próprio de distribuição e de controle de bilheteria. Em busca de uma solução criativa, contratou um batalhão de aposentados para agirem como fiscais de bilheteria.

“Meu pai como aposentado, e com 65 anos de idade, tinha dificuldades em arrumar serviço, quando uma amiga, cuja filha (Marlene Rocha) era atriz secundária em alguns filmes do Mazzaropi, lhe disse que havia vagas disponíveis para fiscal”, diz Alvaro Malveiro.

Pio Zamuner, fotógrafo e iluminador (leia-se: diretor) de filmes mais rendosos do Mazzaropi, também comentou em uma entrevista cedida ao jornal Estado de São Paulo em 1991 sobre a genialidade do artista e cineasta:

“Mazzaropi detestava esse papo de leis de obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros. Tinha horror de interferência do Estado em sua empresa. Ele sabia que tinha seu público cativo: só aparecia em público, nos últimos anos, quando um filme seu era lançado no centro da cidade. Foi um homem riquíssimo, porque tinha seus próprios fiscais, que ficavam ao lado da bilheteria ‘cronometrando’ a quantidade de gente que entrava. Só assim ele podia provar aos distribuidores que seus filmes eram vistos em média por dois milhões de espectadores e não engolir os relatórios oficiais”

Veja o depoimento de Marly Marley sobre o assunto: http://goo.gl/QsgJg

Não há dúvidas que agora o Museu Mazzaropi possui em seu acervo o testemunho material da ação do Mazzaropi em controlar seus lucros e garantir que todos pudesse assistir seus filmes.

Mais informações sobre doações para o nosso acervo acesse: http://www.museumazzaropi.org.br/perguntas-mais-frequentes/