sucesso e critica

O “MONSTRO DO HUMORISMO”…




(Conclusão)

Nessa ocasião, ingressou em algumas companhias de revistas, tendo trabalhado ao lado de Dercy Gonçal­ves, a gozadíssima artista brasileira.

Ainda hoje, como antigamente, Maz­zaropi se dedica ao teatro. Nos dias de folga na Tupi, onde atua às sex­tas-feiras e aos domingos, em progra­mas especiais, vai para o campo sem­pre misterioso da ribalta, onde promo­ve verdadeiras cenas humorísticas, espetáculos que bem definem a .sua qualidade de grande artista, de mes­tre do riso e das piadas.

Sempre modesto, Mazzaropi viu-se certa vez em sérios apuros. Ao ini­ciar a sua carreira no rádio criou um injustificável complexo de inferioridade. Mantinha nessa ocasião a convicção errônea de que não conse­guia agradar. O diretor da Tupi, Cos­ta Lima, compreensivo e ciente de. suas invulgares qualidades, procurou animá-lo fazendo com que desapa­recesse a sua desconfiança. E Mazza­ropi afirma, por essa circunstância que deve a sua carreira a Costa Lima, o incansável diretor da PRG-2, a emis­sora que criou a famosa “Segunda Frente Sonora”. Depois disso, o “Bernard Shaw de ‘Tucuruvi” passou a atuar em programas patrocinados pelo “Óleo Anhangá”. Nessa temporada, devido ao êxito retumbante do popular “broadcast”, recebia cerca de três mil cartas por semana, o que vem confirmar, de maneira irrefutável. o quanto são ouvidas as emis­soras “associadas” do Brasil.

Depois Mazzaropi foi ao Rio a fim de se apresentar aos ouvintes da Tupi carioca, tendo grangeado enorme popularidade, o que se deve, em par­te, ao esforço de José Mauro e Paulo Gracindo. Do Rio, dirigiu-se para o sul do país, levando consigo naque­la excursão, artistas comoo Déo, Jor­ge Veiga, Adelmide Fonseca, Garotas Tropicais, Zé e Zilda e outros elementos do “cast” da Tupi de São Palo.

Fora da rádio, onde interpreta ritmos populares e canções brejeiras, Mazzaropi é um autentico admirador da música clássica e da boa leitura, tendo em alta conta, o nosso sempre estimado Machado de Assis. Entre os compositores aprecia Debussy, Wagner, Beethoven, Dvorak e Handel, além de ser um “fan” incondicional do. pianista Paderevski.

Como os leitores podem ver, ”O monstro do humorismo” é mesmo um artista genial. Figura das mais expressivas de nosso rádio, Mazzaropi é uma garantia para o exilo absoluto de qualquer programa radiofônico.

Esta é a razão principal e pela qual é considerado, atualmente, o maior humorista do “broadcasting” brasileiro.

Assim é Mazzaropi, o “Bernard Shaw do Tucuruvi”.